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terça-feira, 23 de junho de 2015

MALCOLM X - O CHUMBO TRANSFORMADO EM OURO


Al Hajj Malik Al-Shabazz, mais conhecido como Malcolm X, um libertador que fez de suas debilidades a sua vitória.

De bandido/traficante, Malcolm X se eleva, muda o pensamento e vira ícone mundial do movimento negro. Reconhece sua essência Divina e a deixa manifestar. 

Isso é ALQUIMIA!

Leia no PLANETA AURORA o artigo assinado por Davi Coimbra e tire suas próprias conclusões.



"As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram os que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos."


"Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade."


"Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos."


"Não estou me manifestando contra os brancos sinceros quando digo que, como membros de organizações pretas, geralmente a própria presença dos brancos sutilmente torna as organizações pretas automaticamente menos eficazes. Mesmo a presença dos melhores homens brancos dificulta a descoberta pelos negros do que precisam fazer e particularmente do que podem fazer... por si mesmos, trabalhando para si mesmos, entre a sua própria espécie, em suas próprias comunidades."


"Neste país o negro é tratado como animal e os animais não têm sobrenome."



"Qualquer um que queira me seguir e ao meu movimento tem que estar pronto a ir para a cadeia, hospital ou cemitério, antes de poder ser realmente livre."

Malcolm X



Frases: pt.wikiquote.org/wiki/Malcolm_X



quarta-feira, 3 de junho de 2015

ALQUIMIA DA ALMA


"O verdadeiro ALQUIMISTA é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho."


Continue lendo, em SABER  - no índice do ALQUIMIA -,  o artigo da frase acima que também diz: "Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram seus objetivos." Postado em Mistérios Antigos.



*
E Saint-Exupéry29, ao falar de sua experiência no correio aéreo para a América do Sul nos anos 20 do século XX, escreveu:

“Mais coisa sobre nós mesmos nos ensina a terra que todos os livros. Porque nos oferece resistência. Ao se medir com um obstáculo o homem aprende a se conhecer; para superá-lo, entretanto, ele precisa de ferramentas. Uma plaina, uma charrua. O camponês, em sua labuta, vai arrancando lentamente alguns segredos à natureza; e a verdade que ele obtém é universal. Assim o avião, ferramenta das linhas aéreas, envolve o homem em todos os velhos problemas.

Trago sempre nos olhos a imagem de minha primeira noite de vôo, na Argentina - uma noite escura onde apenas cintilavam, como estrelas, pequenas luzes perdidas na planície.

Cada uma dessas luzes marcava, no oceano da escuridão, o milagre de uma consciência. Sob aquele teto alguém lia, ou meditava, ou fazia confidências. Naquela outra casa alguém sondava o espaço ou se consumia em cálculos sobre a nebulosa de Andrômeda. Mais além seria, talvez, a hora do amor.

De longe em longe brilhavam esses fogos no campo, como que pedindo sustento. Até os mais discretos: o do poeta, o do professor, o do carpinteiro. Mas entre essas estrelas vivas, tantas janelas fechadas, tantas estrelas extintas, tantos homens adormecidos...

É preciso a gente tentar se reunir. É preciso a gente fazer um esforço para se comunicar com algumas dessas luzes que brilham, de longe em longe, ao longo da planura.”

(Terra dos Homens)

*Fonte: Aqui




O ALQUIMIA



“A origem divina da ALQUIMIA faz com que a investigação proceda de uma liturgia e não de um método científico. O ALQUIMISTA não manipula; ele oficia; entrega-se a uma técnica espiritual.”
Bernard Viana - História da Química



Ao sentir o cheiro gostoso de um perfume, algo estranho atrai a atenção. Os perfumes emanam mensagens. Isso, também, é ALQUIMIA.

Estremecer os sentidos, transformar, unir para produzir o mais belo.
Todos os dias a ALQUIMIA está presente, seja ao cozer alimentos para a refeição, fazer a faxina da casa, dentro de um supermercado, ou no trânsito...

Mas, a ALQUIMIA, é ainda mais presente quando as emoções humanas se relacionam. Transformar-se pelo o AMOR é a grande maestria dessa arte milenar.

“Há uma outra pedra que de acordo com Aristóteles, é e não é pedra. Tal pedra é, ao mesmo tempo, mineral, vegetal e animal e é encontrada em qualquer lugar e em todos os homens.”

São Tomaz de Aquino – A Pedra Filosofal  



“Siga seu coração, diriam os alquimistas, pois nenhum caminho é vergonhoso e não é vergonha abandonar um caminho quando se percebe que há outro melhor.” (autor não encontrado)


continue lendo em O ALQUIMIA



sexta-feira, 13 de março de 2015

JOHANNES KEPLER - EM HARMONIA COM O COSMO



“Dificilmente alguém poderá ensinar Alquimia em uma sala de aula porque ela é, em essência, uma disciplina secreta, tradicional e iniciativa. 

O caráter secreto da Alquimia deve-se à obediência a antigas recomendações que mandam jamais revelar – de forma escrita ou verbal – a real natureza daquilo que os alquimistas chamam matéria-Prima, Fogo Secreto. 

Mercúrio Filosófico. Isso o estudante de Alquimia deverá descobrir sozinho lendo, meditando e orando. Fica excluída dessa forma, qualquer possibilidade de ensinamento público.”

Kepler, J. (Harmônica Mundi, livro V, cap. 10)



CIENTISTA E MÍSTICO

Ao comentar seu papel na criação da física moderna, o inglês Isaac Newton (1642 – 1727) afirmou que, se enxergara longe, foi por ter subido nos ombros de gigantes. Referia-se ao italiano Galileu Galilei (1564 – 1642), ao alemão Johannes Kepler (1571 – 1630) e ao francês René Descartes (1596 – 1650).




Nesse poderoso acorde, Kepler parece soar como uma nota fora do tom. Racionalistas, reducionistas, mecanicistas, Galileu e Descartes são já pensadores tipicamente modernos. Kepler é outra coisa. O escritor Arthur Koestler o comparou a Jano, o deus bifronte dos romanos. Com uma das faces, contemplaria o passado, os mundos medieval e renascentista, saturados de símbolos e valores espirituais. Com a outra, encararia o futuro, a fria racionalidade da era moderna.



A obra de Kepler é uma construção barroca que combina teologia e matemática, hermetismo e física, astrologia e astronomia, especulações místicas e observações rigorosas




“Klepler foi um dos últimos homens medievais. 
Se sua visão de ciência tivesse triunfado é possível que não tivéssemos produzidos as maravilhas e os horrores tecnológicos de hoje. 
Ao invés disto, os cientistas seriam místicos contemplativos, andando em companhia de teólogos e músicos. 
Isto não aconteceu – não sei se felizmente ou infelizmente...”

Rubem Alves – Filosofia da Ciência



Não foi uma façanha menor de Newton ter colhido, nesse emaranhado de ideias, as três leis keplerianas do movimento planetário, com as quais construiu sua teoria da gravitação universal [leia mais para frente, no bloco intitulado “As três leis”]. Colheu também a desconfortável sugestão de que tais leis seriam resultado da atração à distância entre o Sol e os planetas, uma ideia que recendia a astrologia e alquimia, em tudo repugnante para a mentalidade moderna.

Embora se dedicasse à alquimia e a outras “ciências ocultas”, Newton, representante máximo da geração científica posterior, tinha o cuidado de ocultar seu ocultismo, oferecendo ao público uma ciência irretocavelmente racionalista. Mesmo assim, enfrentou não poucas críticas vindas dos mecanicistas mais exacerbados. Kepler, ao contrário, misturava tudo. O esforço gigantesco que o levou a descobrir suas três famosas leis foi alimentado, durante décadas, por uma ideia fixa de natureza mística, ideia que se transformou em verdadeira obsessão.



Uma obsedante inspiração – continue lendo: AQUI


segunda-feira, 9 de março de 2015

ORAÇÃO DE NICOLAS FLAMEL

 Emblemas de Solidonius, en el manuscrito Alchimie de 
Nicolas Flamel de la Biblioteca Nacional Francesa.


Ao que parece este texto era como uma oração para conseguir desvendar os segredos da alquimia e realizar todas as suas grandiosas obras com sucesso.

Ela ainda pode ser usada com muito proveito por aqueles que desejam enveredar pelo caminho da alquimia. Ela deve ser memorizada e repetida mentalmente todas as noites até adormecer e também em qualquer momento de ócio mental, durante a ginástica, no banho, cozinhando etc. Isto irá fazer com que você tente atingir os objetivos alquímicos involuntariamente, lendo e se dedicando mais as práticas alquímicas. (Texto: Mistérios Antigos)


Deus todo-poderoso, eterno, pai da luz, de quem provém todos os bens e todos os bens perfeitos, imploro vossa misericórdia infinita; deixai-me conhecer vossa sabedoria eterna; aquela que circunda vosso trono, que criou e fez, que conduz e conserva tudo.

Dignai-vos enviá-la do céu a mim, de vosso santuário, e do trono de vossa glória, a fim de que ela esteja em mim e opere em mim; é ela que é a senhora de todas as artes celestes e ocultas, que possui a ciência e a inteligência de todas as coisas.

Faz com que ela me acompanhe em todas as minhas obras que, por seu espírito, eu tenha a verdadeira inteligência, que eu proceda infalivelmente na nobre arte à qual estou consagrado, na busca de miraculosa pedra dos sábios que ocultastes ao mundo, mas que tendes o hábito de descobrir ao menos a vossos eleitos.

Que essa grande obra que tenho a fazer cá embaixo seja começada, continuada e concluída ditosamente por mim; que, contente, goze-a para sempre. Imploro-vos, por Jesus Cristo, a pedra celeste, angular, miraculosa e estabelecida por toda eternidade, que comanda e reina convosco.


Paz e Luz em seu caminho



Nicolas Flamel, de acordo com uma gravura do século XVII.


Nicolas Flamel ou Nicolau Flamel, em português (Pontoise, França, 1330 — 1418) foi escrivão e vendedor de sucesso francês que ganhou fama de alquimistas, após seus supostos trabalhos de criação da pedra filosofal.
Casado com Dame Perenelle Flamel, segundo a lenda teria fabricado a pedra filosofal, o elixir da longa vida e realizado a transmutação de metais em ouro por meio de um livro misterioso.




Vida

Após a morte de seus pais, Flamel foi trabalhar em Paris como escrivão. E em 1364 casou-se com Perrenelle, que era viúva. Conseguiu algum dinheiro e passou a dedicar-se ao estudo da alquimia. Nicolau e sua esposa eram católicos devotos. E, com o passar do tempo se tornaram conhecidos pela riqueza e pela filantropia que realizavam, assim como as múltiplas interpretações que davam à alquimia da época.


Obras Literárias

Escreveu "O Livro das Figuras Hieroglíficas" em 1399, "O Sumário Filosófico" em 1409 e "Saltério Químico" em 1414.
Misteriosos símbolos alquímicos na tumba de Nicholau Flamel na Igreja dos Santos Inocentes em Paris

A Pedra Filosofal

Segundo a lenda, em torno de 1370, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, aparentando hieróglifos. A história de sua vida poderia ser resumida na guarda deste livro, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Ainda segundo esta história, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago, na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal.

Flamel, a partir de 1380, começou a se dedicar à alquimia prática. Segundo conta-se, conseguiu produzir ouro em torno de 1382 e depois finalmente a transmutação em ouro. Cerca de dez anos mais tarde do início dos experimentos, começou a realizar um grande número de obras de caridade como a construção de hospitais, igrejas, abrigos e cemitérios e os decorar com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos e muito ouro.





Lenda

A lenda, no entanto, conta que, na realidade, ambos, Flamel e Perrenelle, não morreram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas em lugar de seus corpos, eles teriam vivido graças ao elixir da longa vida, ao qual, Flamel também teria fabricado.

Flamel deixou um testamento escrito a seu sobrinho, em que revelava os segredos que descobrira sobre a alquimia. O "Testamento de Nicholas Flamel" foi compilado na França no final dos anos 1750 e publicado em Londres em 1806. O documento original foi escrito de próprio punho por Nicholas Flamel em um alfabeto codificado e criptografado que consistia em 96 letras. Um escrivão Parisiense chamado Father Pernetti o copiou e um Senhor de Saint Marc pôde finalmente quebrar o código em 1758.

Foi citado na série de livros Harry Potter como tendo realmente conseguido produzir a pedra filosofal e vivido 665 anos. Ele a teria destruído no final do primeiro livro da série, "Harry Potter e a Pedra Filosofal".Há menção também em O Código Da Vinci de Flamel tendo sido um dos grão-mestres do Priorado de Sião.

Falecimento e legado

Flamel faleceu em 22 de março de 1418, com mais de 80 anos, e sua casa foi saqueada por caçadores de tesouros e gente ávida por encontrar a pedra filosofal ou receitas concretas para sua preparação.

A casa onde Flamel residiu com sua esposa ainda existe. Ela situa-se na rue de Montmorency, no número 51, sendo a mais antiga casa de pedra da cidade. No andar térreo, hoje encontra-se um restaurante.

Seu nome e o de sua mulher foram dados a ruas próximas do Museu do Louvre, em Paris, em homenagem a eles.



NO CAMINHO DA ALQUIMIA




Aqui, não se trata de optar por um caminho. Já se trata de experimentar todos e, afinal, decidir. É por isso que os alquimistas recomendam o estudo paciente.



“Tudo leva a crer que a Alquimia era realmente uma fusão entre técnica e misticismo, numa época em que os diversos ramos do conhecimento ainda não estavam definitivamente demarcados. Jorge Machado, Misticismo, 

“A Pedra Filosofal, por sua vez, seria a cristalização de diversos desejos atávicos do ser humano – não se sabe se em nível prático ou espiritual – que abrangeriam desde o desejo de saber e da realização material passando pela capacidade de prolongar a vida indefinidamente e atingindo, como ápice, a salvação do homem e do universo e a contemplação definitiva do Absoluto, da totalidade da Criação.”



Jorge Machado
Escritor e professor de Química - 
autor da obra O que é alquimia? (São Paulo, Brasiliense, 1991), 
livro que trata de história da química e pretende 
ser uma introdução ao estudo desse assunto.


sábado, 16 de novembro de 2013

CORPOS HERMÉTICOS

Estátua mitológica de Mercúrio


Hermes Trismegisto (Hermes três vezes grande porque era considerado Rei, Legislador e Sacerdote) é o primeiro grande Iniciado do antigo Egito. Viveu mais ou menos 4.000 a.C. Seu nome tornou-se indeterminado, como um estado espiritual da forma de Cristo, Buda etc,. Hermes é um dos extraordinários mestres do Egito, considerado o patriarca da Alquimia, devido a um conjunto de textos de sua autoria intitulados de CORPOS HERMÉTICOS, entre outros... Partindo de seu nome e de sua sabedoria surgiu o Hermetismo por volta de 150 a.C. 


“Homens maus não são dignos de sabedoria. Então compete a nós guardar esses segredos e escondê-los do mundo perverso”. 
Hermes escreveu em The Book of the Seven Chapters 


Conta-se que Poemandres “A Inteligência Suprema”, revelou-se a Hermes, abrindo-lhe as portas dos segredos da natureza e do universo. Cabe aos Alquimistas dedicar-se plenamente ao trabalho da Grande Obra. Este trabalho ficou conhecido como Hermética, que embora fazendo referência a Hermes Trismegisto, também passou a significar algo fechado. Os Alquimistas medievais descobriram a fórmula para produzir Ouro em um de seus textos intitulado de TÁBUA DE ESMERALDA.

A Alquimia é a GRANDE OBRA, a Arte Secreta de Hermes Trismegisto de realizar transmutações metálicas; é a OPERAÇÃO DO SOL que nos transforma em HOMENS SOLARES. Para decifrá-la é preciso o FIO DE ARIADNE, a chave perdida da GAlA CIÊNCIA ou GAIO SABER, como era chamada a ciência sagrada na Idade Média. A palavra perdida é o Verbum Dimissum (que era falada pelos homens antes da edificação da Torre de Babel), a chave da língua atlânte primitiva, o Watan.  

*Fonte: Alquimia: A Arte Secreta de Hermes Trismegisto


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A ALQUIMIA DE HERMES

Imagem: Reprodução


“O Egito parece ter sido realmente a ‘argamassa mística’ (Zózimo) onde se uniram os destinos da alquimia ocidental e do hermetismo grego-alexandrino, gnose neoplatônica no entanto bastante compósita. É sob os traços do deus egípcio Thoth que o Hermes-Mercúrio greco-latino teria, portanto, pela primeira vez manifestado aos homens seus poderes ocultos. 

Autenticando essa origem egípcia em sua famosa obra Symbola aureae mensae duodecim nationum (1617), Michael Maier (1566-1622) acabou realizando obra hermetista ao evidenciar que analogias unem símbolos cristãos e pagãos. 

Mas outras hipóteses não devem ser negligenciadas: as teurgias do fogo praticadas pelos cabires na ilha da Samotrácia, por exemplo, como sugere René Alleau em Aspectos da alquimia ocidental tradicional (1953), em que a hipótese de um estreito parentesco entre as alquimias ocidental e chinesa (taoista) é igualmente desenvolvida; sendo ambas tão preocupadas com o aperfeiçoamento dos metais quanto pela prolongação da vida em ‘corpo’ de imortalidade.”


FrançoiseBornadel, professora de Filosofia na Sorbonne e escritora


“É realmente um erro termos tomado os alquimistas como os percursores dos químicos, uma vez que eles olhavam a virtude mais pura e a sabedoria como uma condição indispensável ao sucesso de suas manipulações, e em contrapartida Lavoisier buscava, para unir oxigênio e o hidrogênio na água, uma receita suscetível de funcionar entre as mãos de um idiota ou de um criminoso tão bem quanto entre as suas próprias. Todas as civilizações diferentes das da Europa moderna consistem essencialmente na elaboração de imagens dessa espécie.”

Simone Weilfoi uma escritora, mística e filósofa francesa


domingo, 10 de novembro de 2013

MAGIA




O que é magia? 

Esta é uma questão que, mesmo em círculos esotéricos, levanta muita discussão. Vários autores e filósofos em todas as épocas teceram variadas interpretações a respeito do assunto. Entretanto, os elementos-chave de todas as definições existentes parecem concordar em apenas um ponto: Magia (ou Magick) envolve o uso da mente humana para causar uma alteração: Mudança no mundo, mudança do próprio indivíduo, mudança para com os outros. Aleister Crowley definiu mágica como “a Arte ou Ciência de causar uma mudança. Para que esta ocorra em conformidade com a Vontade”. Doreen Valiente define magia como “a ciência do controle das forças secretas da natureza”. Scott Cunningham chama a magia de “o movimento de energias naturais para criar uma mudança necessária”. Mas é Margot Adler que tem a definição que considero ser a mais interessante de todas. Ela diz:




“Magia é uma palavra conveniente para toda uma coleção de técnicas, todas as quais envolvem o uso da mente. Neste caso, veremos que todas estas técnicas envolvem a mobilização da confiança, vontade e emoção, direcionadas a partir do reconhecimento da necessidade, do uso das faculdades da imaginação, principalmente através da habilidade de visualizar, a fim de entender como outros seres funcionam na natureza para que possamos usar este conhecimento de forma a atingir os fins necessitados”.


Magia, portanto, é um instrumento da mente e, como tal é mental por natureza. Magia é um meio através do qual a vontade (Thelema), a emoção (Emotionem) e a imaginação (Imaginatio) criam uma mudança verdadeira no mundo físico. Como, porém, pode um instrumento mental e não físico criar uma alteração no mundo físico e corpóreo? A resposta está na Verdade de que o universo em si mesmo é Mental por natureza e que a mente é a chave para abrir os poderes do Cosmo.


“Substância” pode ser definida como aquilo que está por dentro de todas as manifestações exteriores. Atrás de toda aparência exterior neste mundo e em todos os outros mundos, deve existir uma realidade substancial. Um imenso Panteão de deuses e deusas mostra-nos como o homem tentar dar nome a esta realidade substancial. Como John Barnes afirmou certa vez, 

“O Todo é a Realidade Substancial que está escondida em todas as manifestações de vida. O Todo é a Grande Avó -Avô que criou a si mesmo, que sempre existiu e que irá existir para sempre”Uma das chaves para entender como o Universo funciona nos foi dada por Hermes-Toth, também conhecido como Hermes Trismegistus. 

Algumas pessoas o consideram um deus, outras um grande iniciado, e algumas ainda acreditam que este nome represente uma das primeiras Ordens Iniciáticas do Antigo Egito e Grécia, cujos trabalhos de seus Iniciados perduram até os dias de hoje, através da ciência conhecida como Hermetismo. 


Fonte: Teoria da Conspiração